QUANTO TE QUERO
Voar!...de voar tanto,
Me cansei.
Voando, voando, até que por fim voltei.
Aqui, onde Camões já disse:
Aqui, onde a terra acaba e o mar começa!
De que me valem as asas perante tanto mar?
Que o mar é medonho afoga a gente,
Afoga o sonho.
Ai, que não que o não transponho.
Antes sonhar toda a vida, morder o ar,
Morder um lírio e num suspiro
À madrugada poder dizer
Quanto te quero.
Fernanda
Thursday, April 17, 2008
Friday, April 11, 2008
Saturday, April 05, 2008
Monday, March 24, 2008
RETORNO
Retorno ao ponte de origem, visito os
Caminhos por onde pisei,
Recordo a menina travessa, a querer
Ultrapassar os limites e a deixar
Que a vida tome o seu corpo e alma.
A memória guarda os pedaços
Da minha história e em cada recanto.
Encontro-me.
Os olhos vagueiam e sentem a natureza
Gritando a sua força.
Recordo as minhas idades, 9, 10, 11 anos,
Caminho sem pressa, afasto as pedras,
Como flores, falo com elas…
São faladoras: contam-me as suas cores,
Do cheiro, da beleza e dos seus amores.
A memória lembra e não quero o seu
Fenecimento.
O rosto de hoje mudou,
Sou outra e sou a mesma.
O sol a declinar e a menina ali a observar
O crepúsculo a se esvair
Aos poucos, despedindo-se sem
Traumas, num adeus sereno,
Sem deixar lágrimas, na doce previsão
Do seu retornar.
A menina e eu na mais incondicional cumplicidade.
Fernanda
Retorno ao ponte de origem, visito os
Caminhos por onde pisei,
Recordo a menina travessa, a querer
Ultrapassar os limites e a deixar
Que a vida tome o seu corpo e alma.
A memória guarda os pedaços
Da minha história e em cada recanto.
Encontro-me.
Os olhos vagueiam e sentem a natureza
Gritando a sua força.
Recordo as minhas idades, 9, 10, 11 anos,
Caminho sem pressa, afasto as pedras,
Como flores, falo com elas…
São faladoras: contam-me as suas cores,
Do cheiro, da beleza e dos seus amores.
A memória lembra e não quero o seu
Fenecimento.
O rosto de hoje mudou,
Sou outra e sou a mesma.
O sol a declinar e a menina ali a observar
O crepúsculo a se esvair
Aos poucos, despedindo-se sem
Traumas, num adeus sereno,
Sem deixar lágrimas, na doce previsão
Do seu retornar.
A menina e eu na mais incondicional cumplicidade.
Fernanda
Friday, March 07, 2008
Quero ser
Quero ser o que sou!
Quero libertar-me das entranhas!
Quero fugir de onde eu estou!
Quero realizar façanhas!
Desejava ser a ave altiva,
Que voa lá bem no alto,
Que jamais será cativa…
É da montanha não do planalto!
Queria navegar no alto mar,
Entre as fortes ondas de calor;
Seguir rumo, sem nunca remar,
Levada pela brisa do amor!
Mas, com muita alegria,
Sou passarinho no vale,
Sonhando voar alto, um dia,
Sem a ninguém fazer mal!
Fernanda
Quero ser o que sou!
Quero libertar-me das entranhas!
Quero fugir de onde eu estou!
Quero realizar façanhas!
Desejava ser a ave altiva,
Que voa lá bem no alto,
Que jamais será cativa…
É da montanha não do planalto!
Queria navegar no alto mar,
Entre as fortes ondas de calor;
Seguir rumo, sem nunca remar,
Levada pela brisa do amor!
Mas, com muita alegria,
Sou passarinho no vale,
Sonhando voar alto, um dia,
Sem a ninguém fazer mal!
Fernanda
Saturday, February 16, 2008
Saturday, February 09, 2008
AMOR AMADURECIDO
No macio algodão da tarde,
Olhando o lago escurecido
Pela partida do sol,
Sinto o amor amadurecido
Num campo de girassol,
Que levou a quente e cega paixão
E deixou o delírio amornecido
Pela sabedoria do coração.
Vem a noite amena, clara, de Lua cheia,
Onde encontramos luz plena,
Deixando que o outro leia
O pensamento que se palpita
Pela intuição e proximidade
Que entre nós se agita
E nos unirá para a eternidade.
No sedoso frescor da noite
É-nos mostrado o caminho,
Que prosseguimos de mãos dadas,
Passando pelo edificar de um ninho
De amor, como os contos de fadas,
Enfeitado com soluções de carinho,
De compreensão, tolerância e espera,
Sempre virente e mimoso. Pudera eu, pudera!
Fernanda
No macio algodão da tarde,
Olhando o lago escurecido
Pela partida do sol,
Sinto o amor amadurecido
Num campo de girassol,
Que levou a quente e cega paixão
E deixou o delírio amornecido
Pela sabedoria do coração.
Vem a noite amena, clara, de Lua cheia,
Onde encontramos luz plena,
Deixando que o outro leia
O pensamento que se palpita
Pela intuição e proximidade
Que entre nós se agita
E nos unirá para a eternidade.
No sedoso frescor da noite
É-nos mostrado o caminho,
Que prosseguimos de mãos dadas,
Passando pelo edificar de um ninho
De amor, como os contos de fadas,
Enfeitado com soluções de carinho,
De compreensão, tolerância e espera,
Sempre virente e mimoso. Pudera eu, pudera!
Fernanda
Monday, January 14, 2008
DEPOIS DE UMA TARDE TÃO BELA.
depois de uma tarde tão bela,
desce a noite cinza, que a alma esfria e o coração gela.
Sonho desde que partiste...
Sorrio ao recordar como te riste...
Chegam aos meus ouvidos em segredo,
as palavras meigas que me disseste a medo!
Como o Amor é delicioso!
Como o Amor é penoso!
Vem meu amor por entre a névoa,
abraça o meu coração até que ele doa,
procura o calor da minha alma,
e a noite será longa, terna e calma...
Fernanda
depois de uma tarde tão bela,
desce a noite cinza, que a alma esfria e o coração gela.
Sonho desde que partiste...
Sorrio ao recordar como te riste...
Chegam aos meus ouvidos em segredo,
as palavras meigas que me disseste a medo!
Como o Amor é delicioso!
Como o Amor é penoso!
Vem meu amor por entre a névoa,
abraça o meu coração até que ele doa,
procura o calor da minha alma,
e a noite será longa, terna e calma...
Fernanda
Tuesday, January 08, 2008
VEJO O SOL...
Vejo o Sol ,
olho o Mar,
medito...
Mergulho na solidão.
Se no sonho eu acredito,
tento sentir a emoção,
que em qualquer ser aflito,
vibra como um trovão.
Navega no luar prateado,
a cor da paixão que me abala,
cintilam no céu estrelado,
os beijos que minha boca cala.
No celso luzir da estrela,
vivo um acolhedor momento,
ampliado no vidro da janela,
oculto no meu pensamento.
Nasceu hoje a felecidade,
raiando mais que o luar,
surgiu doce a liberdade,
ao conseguir-te abraçar...
Fernanda
Vejo o Sol ,
olho o Mar,
medito...
Mergulho na solidão.
Se no sonho eu acredito,
tento sentir a emoção,
que em qualquer ser aflito,
vibra como um trovão.
Navega no luar prateado,
a cor da paixão que me abala,
cintilam no céu estrelado,
os beijos que minha boca cala.
No celso luzir da estrela,
vivo um acolhedor momento,
ampliado no vidro da janela,
oculto no meu pensamento.
Nasceu hoje a felecidade,
raiando mais que o luar,
surgiu doce a liberdade,
ao conseguir-te abraçar...
Fernanda
Saturday, December 22, 2007
FAIAL - CEDROS - Freguesia
A existência de muitos cedros deu origem ao nome desta freguesia, que foi fundada
Por volta de 1594. No entanto, o lugar dos Cedros foi um dos primeiros povoados da ilha, tendo sido ocupado por pessoas vindas da ilha Terceira, em finais do séc. XV.
IGREJA DE SANTA BÁRBARA
Igreja de aspecto modernista, tanto a nível do exterior como do interior, foi aberta
Ao culto em 1977, na sequência da destruição da primitiva igreja por um incêndio.
Danificada pelo sismo de 1998, iniciaram-se os trabalhos de reconstrução.
A igreja primitiva datava do terceiro quartel do século XVI e tinha influências góticas.
Ruiu em 1971, tendo apenas sobrado a torre e o arco do portal.
O portal manuelino da igreja, construído em pedra basáltica, destaca-se pela sua singeleza, mas de uma grande exuberância, apresentando motivos de inspiração vegetalista e antropológica, bem característicos deste estilo arquitectónico.
SANTA BÁRBARA
SANTA BÀRBARA - Foi uma mártir de extraordinária beleza,
Do começo do século IV. Por ser cristã, o próprio pai entrega-a
Aos juízes, que a mandam decapitar. Após tomada essa decisão,
Dióscoro, seu pai, é fulminado por um raio. O seu culto é anterior
Ao século IX e iniciou-se, provavelmente, no séc. VII.
Santa Bárbara é padroeira dos artilheiros e mineiros e relembrada
Sempre que há trovoada. Na iconografia, aparece representada
Com uma torre com três janelas (onde teria sido encarcerada pelo
Pai ), uma palma (símbolo do martírio ) e um cálice de água benta
Na mão. Festa a 4 de Dezembro.
Alguns elementos, retirei do Guia do Património Cultural do Faial.
Santa Bárbara, a minha protectora.
Fernanda
A existência de muitos cedros deu origem ao nome desta freguesia, que foi fundada
Por volta de 1594. No entanto, o lugar dos Cedros foi um dos primeiros povoados da ilha, tendo sido ocupado por pessoas vindas da ilha Terceira, em finais do séc. XV.
IGREJA DE SANTA BÁRBARA
Igreja de aspecto modernista, tanto a nível do exterior como do interior, foi aberta
Ao culto em 1977, na sequência da destruição da primitiva igreja por um incêndio.
Danificada pelo sismo de 1998, iniciaram-se os trabalhos de reconstrução.
A igreja primitiva datava do terceiro quartel do século XVI e tinha influências góticas.
Ruiu em 1971, tendo apenas sobrado a torre e o arco do portal.
O portal manuelino da igreja, construído em pedra basáltica, destaca-se pela sua singeleza, mas de uma grande exuberância, apresentando motivos de inspiração vegetalista e antropológica, bem característicos deste estilo arquitectónico.
SANTA BÁRBARA
SANTA BÀRBARA - Foi uma mártir de extraordinária beleza,
Do começo do século IV. Por ser cristã, o próprio pai entrega-a
Aos juízes, que a mandam decapitar. Após tomada essa decisão,
Dióscoro, seu pai, é fulminado por um raio. O seu culto é anterior
Ao século IX e iniciou-se, provavelmente, no séc. VII.
Santa Bárbara é padroeira dos artilheiros e mineiros e relembrada
Sempre que há trovoada. Na iconografia, aparece representada
Com uma torre com três janelas (onde teria sido encarcerada pelo
Pai ), uma palma (símbolo do martírio ) e um cálice de água benta
Na mão. Festa a 4 de Dezembro.
Alguns elementos, retirei do Guia do Património Cultural do Faial.
Santa Bárbara, a minha protectora.
Fernanda
Friday, December 14, 2007
Mulher oprimida
Oh! Mulher oprimida e triste,
Não temas mais o teu mundo!
Liberta-te, luta e persiste!
Não continues em choro profundo!
És margarida pálida, sem luar,
Crê numa
vida com sorriso,
Descobre a essência do teu ser,
Mas não te iludas com o paraíso:
Aceita-te e constrói-te para viver!
Lamuriosa, na neve soterrada,
Prisioneira, de agonia no olhar,
De solidão silenciosa inundada.
Tu, ave graciosa, de asas feridas,
Taciturna, em bosque de nevoeiro,
Acossada, de ambições perdidas,
Levanta o teu voo, sai do cativeiro!
Fernanda
Oh! Mulher oprimida e triste,
Não temas mais o teu mundo!
Liberta-te, luta e persiste!
Não continues em choro profundo!
És margarida pálida, sem luar,
Crê numa
vida com sorriso,
Descobre a essência do teu ser,
Mas não te iludas com o paraíso:
Aceita-te e constrói-te para viver!
Lamuriosa, na neve soterrada,
Prisioneira, de agonia no olhar,
De solidão silenciosa inundada.
Tu, ave graciosa, de asas feridas,
Taciturna, em bosque de nevoeiro,
Acossada, de ambições perdidas,
Levanta o teu voo, sai do cativeiro!
Fernanda
Monday, December 03, 2007
Friday, November 23, 2007
A NOITE PASSA
...E a noite passa,
...e o sono aparta,
...de mim e de ti!
Dúvidas que me restavam,
mágoas que me arrasavam,
e tudo o mais que sofri!
Se corresse por este mundo fora,
vibraria em mim onda de alegria,
não veria paixão como a de agora,
ou maior sorrir ou tanta harmonia!
Contigo vou sonhar, bem acordada,
para sentir teus passos no caminho,
se chegares tarde, já de madrugada,
abrirei meus braços, dar-te-ei carinho.
Fernanda
...E a noite passa,
...e o sono aparta,
...de mim e de ti!
Dúvidas que me restavam,
mágoas que me arrasavam,
e tudo o mais que sofri!
Se corresse por este mundo fora,
vibraria em mim onda de alegria,
não veria paixão como a de agora,
ou maior sorrir ou tanta harmonia!
Contigo vou sonhar, bem acordada,
para sentir teus passos no caminho,
se chegares tarde, já de madrugada,
abrirei meus braços, dar-te-ei carinho.
Fernanda
Thursday, November 08, 2007
AMAR, AMAR, AMAR...
Porém, amar e saber amar
para o amor não cansar...
Ama, exige ser amado
sem Excessos de paixão
porque o ser apaixonado
deixa de ver a razão.
E o amar cegamente,
ainda que não o pareça ,
tem levado muita gente
a portar-se infantilmente
e a perder a cabeça.
Num amor equilibrado
cada um dos dois assume
o controlo do seu lado,
sem escravizar, sem ciúme,
saber amar e ser amado
não há mais belo perfume.
Amar com sinceridade,
sem nada ter que inventar
dando o que se tem p'ra dar,
naturalmente, à vontade,
È amor, é lealdade
que nunca vai saturar
e jamais pode acabar.
Amar demais é loucura,
amar de menos cinismo,
mas, amar com egoísmo,
é muito pior, satura!
portanto se amares, procura,
amar com conta e medida
para não teres na vida
um amor que é uma tortura.
Fernanda
Porém, amar e saber amar
para o amor não cansar...
Ama, exige ser amado
sem Excessos de paixão
porque o ser apaixonado
deixa de ver a razão.
E o amar cegamente,
ainda que não o pareça ,
tem levado muita gente
a portar-se infantilmente
e a perder a cabeça.
Num amor equilibrado
cada um dos dois assume
o controlo do seu lado,
sem escravizar, sem ciúme,
saber amar e ser amado
não há mais belo perfume.
Amar com sinceridade,
sem nada ter que inventar
dando o que se tem p'ra dar,
naturalmente, à vontade,
È amor, é lealdade
que nunca vai saturar
e jamais pode acabar.
Amar demais é loucura,
amar de menos cinismo,
mas, amar com egoísmo,
é muito pior, satura!
portanto se amares, procura,
amar com conta e medida
para não teres na vida
um amor que é uma tortura.
Fernanda
Friday, November 02, 2007
SOU FELIZ
Canto
mas ninguém me está a ouvir.
Danço
Mas ninguém me está a olhar.
Ouço a felicidade invadir
a minha alma, que dança sem par!
Que me importam eles e elas
se não me tem amor?
Tenho-te a ti bom amigo,
basta-me o teu resplendor.
Não és nome para mim,
és a minha companhia,
tens o odor do jasmim,
trazes contigo a alegria.
Sorriso gesto tão belo,
quando sai do coração,
fugiu-me, foi ter contigo,
guarda-o bem na tua mão.
Como sou feliz agora
Sorrio e danço a cantar,
solto de mim males de outrora
Consigo de novo sonhar
até ao nascer da aurora!
Fernanda
Canto
mas ninguém me está a ouvir.
Danço
Mas ninguém me está a olhar.
Ouço a felicidade invadir
a minha alma, que dança sem par!
Que me importam eles e elas
se não me tem amor?
Tenho-te a ti bom amigo,
basta-me o teu resplendor.
Não és nome para mim,
és a minha companhia,
tens o odor do jasmim,
trazes contigo a alegria.
Sorriso gesto tão belo,
quando sai do coração,
fugiu-me, foi ter contigo,
guarda-o bem na tua mão.
Como sou feliz agora
Sorrio e danço a cantar,
solto de mim males de outrora
Consigo de novo sonhar
até ao nascer da aurora!
Fernanda
Monday, October 15, 2007
PERFUME DE ROSA
Um gélido olhar distante,
apesar de não ferir,
faz doer...
Um grito dilacerante,
apesar de não se ouvir,
faz temer...
Dói bem fundo, o pressentir
a dureza do desgosto,
gelar o nobre sorrir,
lesar a perfeição do rosto.
Dói bem fundo o descobrir,
que tal sofrer é profundo
por não conseguir abolir,
os males que grassam no mundo.
Sentir o sorrir, o chorar,
a gargalhada, o grito,
olhar quem cala o penar,
beijar um ser aflito,
são indícios grandiosos,
de uma vida generosa,
laços tão silenciosos
como perfume de rosa.
Não cales o teu sofrer,
divide-o com os demais,
sempre que o sintas doer,
solta teus pungentes ais!
Está Alguém ao teu lado ,
transparente como o ar,
abraçando com cuidado
teu coração a chorar!
Fala como se O ouvisses.
Sorri como se o Sentisses.
Deixa vogar teu martírio,
nesse Ar que te abraça,
abençoa o Seu auxilío,
sentirás a Sua Graça!
Terás a candura de um cílio,
mesmo se a chama for escassa.
Fernanda
Um gélido olhar distante,
apesar de não ferir,
faz doer...
Um grito dilacerante,
apesar de não se ouvir,
faz temer...
Dói bem fundo, o pressentir
a dureza do desgosto,
gelar o nobre sorrir,
lesar a perfeição do rosto.
Dói bem fundo o descobrir,
que tal sofrer é profundo
por não conseguir abolir,
os males que grassam no mundo.
Sentir o sorrir, o chorar,
a gargalhada, o grito,
olhar quem cala o penar,
beijar um ser aflito,
são indícios grandiosos,
de uma vida generosa,
laços tão silenciosos
como perfume de rosa.
Não cales o teu sofrer,
divide-o com os demais,
sempre que o sintas doer,
solta teus pungentes ais!
Está Alguém ao teu lado ,
transparente como o ar,
abraçando com cuidado
teu coração a chorar!
Fala como se O ouvisses.
Sorri como se o Sentisses.
Deixa vogar teu martírio,
nesse Ar que te abraça,
abençoa o Seu auxilío,
sentirás a Sua Graça!
Terás a candura de um cílio,
mesmo se a chama for escassa.
Fernanda
Monday, October 08, 2007
INVENTANDO
Dos colares do Céu vindos:
Pássaros, abelhas e formigas,
em contos, em fábulas antigas,
nas cinzas dos serões findos.
Fada, com vara de jasmim,
Raínha, em brincos de princesa,
mendigando uma singela realeza,
na flor do canteiro do jardim.
Verdes, verde limoeiro,
sol do mundo limão,
prado de um coração,
no seu amor primeiro.
Cheira a flor de laranjeira,
à branca pureza angilical,
à palpitada essência virtual,
nesta inspiração derradeira.
A inspiração agora esperada
transporta-a a força vento...
Para esse dono eu invento
O verso, a letra já levada.
Fernanda
Dos colares do Céu vindos:
Pássaros, abelhas e formigas,
em contos, em fábulas antigas,
nas cinzas dos serões findos.
Fada, com vara de jasmim,
Raínha, em brincos de princesa,
mendigando uma singela realeza,
na flor do canteiro do jardim.
Verdes, verde limoeiro,
sol do mundo limão,
prado de um coração,
no seu amor primeiro.
Cheira a flor de laranjeira,
à branca pureza angilical,
à palpitada essência virtual,
nesta inspiração derradeira.
A inspiração agora esperada
transporta-a a força vento...
Para esse dono eu invento
O verso, a letra já levada.
Fernanda
Monday, October 01, 2007
DETIDA ILUSÃO
Já não tenho coração!
A vida é um nada indeferente.
O sonho, não o tenho no presente.
O futuro, horizonte de esperança vã.
Perdi-me do sonho,
perdi-me da vida,
perdi-me de mim,
alma ressequida.
Ligo o rádio.
Ligo a televisão.
Ligo-me ao mundo...
E nada detém
esta encurvante consumidora,
essa arrebatante dominadora.
Pura ilusão!
A alma fica, subitamente, ensolarada.
Novo mel fabricado no coração.
Em jeito de crepúsculo estival
entro pela manhã orvalhada,
subtilmente perfumada
de esperanças floridas,
de esperanças julgadas perdidas.
Fernanda
Já não tenho coração!
A vida é um nada indeferente.
O sonho, não o tenho no presente.
O futuro, horizonte de esperança vã.
Perdi-me do sonho,
perdi-me da vida,
perdi-me de mim,
alma ressequida.
Ligo o rádio.
Ligo a televisão.
Ligo-me ao mundo...
E nada detém
esta encurvante consumidora,
essa arrebatante dominadora.
Pura ilusão!
A alma fica, subitamente, ensolarada.
Novo mel fabricado no coração.
Em jeito de crepúsculo estival
entro pela manhã orvalhada,
subtilmente perfumada
de esperanças floridas,
de esperanças julgadas perdidas.
Fernanda
Monday, September 24, 2007
SÚPLICA
Mãe,
teu nome inspira ternura,
tua voz acalenta e seduz;
vou dar-te toda a ventura,
quando me deres à luz.
Mãe, mãe,
porque não escutas ?
sente o bater do meu coração!
Mãe,
porque não sentes
o teu sangue a circular em mim?!
Mãezinha,
porque choras?
Eu Amo-te!
O Pai ?
não importa.
Temo-nos um ao outro.
Não me queres ?
Não! Não me mates.
Mãe, eu quero viver!
Fernanda
Mãe,
teu nome inspira ternura,
tua voz acalenta e seduz;
vou dar-te toda a ventura,
quando me deres à luz.
Mãe, mãe,
porque não escutas ?
sente o bater do meu coração!
Mãe,
porque não sentes
o teu sangue a circular em mim?!
Mãezinha,
porque choras?
Eu Amo-te!
O Pai ?
não importa.
Temo-nos um ao outro.
Não me queres ?
Não! Não me mates.
Mãe, eu quero viver!
Fernanda
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