A FIGUEIRA
Há muitos, muitos anos, Nossa Senhora ia mais S. José a fugir para o Egipto para livrar o menino Jesus da morte.
A certa altura da viagem, passaram por um lugar e avistaram um grupo de ladrões que andavam em busca do Menino. Como havia ali uma figueira, esconderam-se muito bem debaixo dos seus ramos e das suas folhas, até que os malfeitores desapareceram. Depois seguiram caminho em paz, mas nossa Senhora abençoou a figueira e disse que ela havia de ser uma árvore especial, que havia de dar fruto sem dar flor.
E ainda hoje assim acontece.
Contos Tradicionais Açoreanos
Jacinto Medeiros, Vila do Porto, Santa Maria
Postado por: Fernandinha
Lisboa, 19 de Setembro de 2008
Friday, September 19, 2008
Sunday, August 31, 2008
A PRINCESA DA ERVILHA
Um certo dia desencadeou-se um temporal medonho e uma princesa que andava a passear foi bater á porta do palácio a pedir abrigo. Tava encharcada pela chuva e não tinha ar de princesa.
O rei deixou-a entrar no palácio e mandou que lhe preparassem imediatamente uma cama quente e mole.
As aias foram dar-lhe banho e diziam:
- Como ela é bonita! É linda como uma verdadeira princesa!
Já há muito tempo que o filho do rei procurava uma noiva, mas ainda não tinha conseguido encontrar porque queria casar com uma verdadeira princesa. Ao ver aquela rapariga a quem o pai tinha dado hospedagem, começou a gostar muito dela, mas como poderia saber se era uma princesa de verdade?
- A rainha encontrou então a solução. Mandou pôr uma ervilha na cama da princesa e por cima muitas mantas e cobertores macios.
A princesa estava muito cansada e deitou-se naquela cama bem alta e fofa. Não conseguiu dormir porque a ervilha magoava-a tanto, tanto e, no dia seguinte, tinha o corpo cheio de nódoas negras.
- O príncipe teve a certeza de que tinha encontrado a sua verdadeira princesa e pediu-a dias depois em casamento. Casaram com o consentimento dos pais e foram muito felizes.
Contos Regionais dos Açores
Andreia Amaral, S. Miguel,
José Carlois Rapoiso, S. Miguel.
Postado por: Fernandinha
Lisboa, 31 de Agosto de 2008
Um certo dia desencadeou-se um temporal medonho e uma princesa que andava a passear foi bater á porta do palácio a pedir abrigo. Tava encharcada pela chuva e não tinha ar de princesa.
O rei deixou-a entrar no palácio e mandou que lhe preparassem imediatamente uma cama quente e mole.
As aias foram dar-lhe banho e diziam:
- Como ela é bonita! É linda como uma verdadeira princesa!
Já há muito tempo que o filho do rei procurava uma noiva, mas ainda não tinha conseguido encontrar porque queria casar com uma verdadeira princesa. Ao ver aquela rapariga a quem o pai tinha dado hospedagem, começou a gostar muito dela, mas como poderia saber se era uma princesa de verdade?
- A rainha encontrou então a solução. Mandou pôr uma ervilha na cama da princesa e por cima muitas mantas e cobertores macios.
A princesa estava muito cansada e deitou-se naquela cama bem alta e fofa. Não conseguiu dormir porque a ervilha magoava-a tanto, tanto e, no dia seguinte, tinha o corpo cheio de nódoas negras.
- O príncipe teve a certeza de que tinha encontrado a sua verdadeira princesa e pediu-a dias depois em casamento. Casaram com o consentimento dos pais e foram muito felizes.
Contos Regionais dos Açores
Andreia Amaral, S. Miguel,
José Carlois Rapoiso, S. Miguel.
Postado por: Fernandinha
Lisboa, 31 de Agosto de 2008
Wednesday, August 13, 2008

Dlim, dlim, dlim, que estás dazendo ?
Dlim, dlim,dlim, que estás fazendo ?
-Estou fazendo uma papinha.
-Dá-me dela um bocadinho.
- Não tenho salinho.
-Cadê o salinho ?
-Foi buscar o cãozinho.
-Cadê o cãozinho ?
-Está manquinho.
-Quem o mancou ?
-Foram os boizinhos.
-Cadê os boizinhos ?
-Estão lavrando milho.
-Cadê o milho ?
-A galinha comeu.
-Cadê a galinha ?
-Foi pôr ovos.
-Cadê os ovos ?
-O frade comeu.
-Cadê o frade ?
-Está na missa.
-Cadê a missa ?
-Já lá vai !
Contos Tradicionais Açorianos
Andreia da Conceição de Sousa Medeiros, S. Miguel
Postado por: Fernandinha
Sunday, July 06, 2008
Monday, June 09, 2008
O AMOR DO SENHOR ABADE
Há muito, muito tempo, havia um padre que fazia os seus serviços religiosos numa freguesia. Acontece que a certa altura o padre se engraçou da mulher que fazia a limpeza da igreja. Para que ningém descobrisse o que se passava, conbinaram que ele a havia de tratar por
Acha, E assim foi. Era Acha para cima e Acha para baixo e ninguém sabia do que o abade estava a falar.
Mas o diabo tece-as e, passado um tempo, o povo começou a desconfiar que havia alguma coisa entre a dita mulher e o abade. Fizeram queixa ao bispo, que mandou o padre sair da freguesia.
O abade, que se queria despedir da amada, mas sem ninguém dar por isso, combinou logo uma missa de festa para de se despedir do pessoal da freguesia e da sua querida Acha.
A certa altura do sermão, o padre, que era conhecido por pregar muito bem, começou a dizer assim para se despedir:
- Temos que amar muito a Deus, pois quem a Deus procura adeus Acha, quem procura a deus Acha! Com muito amor adeus Acha,
adeus Acha. De todos vós me despeço, adeus Acha, adeus Acha, adeus Acha.
Contos Tradicionais Açorianos
De; Vitória Botelho- S. Miguel
Postado, por Fernandinha
Há muito, muito tempo, havia um padre que fazia os seus serviços religiosos numa freguesia. Acontece que a certa altura o padre se engraçou da mulher que fazia a limpeza da igreja. Para que ningém descobrisse o que se passava, conbinaram que ele a havia de tratar por
Acha, E assim foi. Era Acha para cima e Acha para baixo e ninguém sabia do que o abade estava a falar.
Mas o diabo tece-as e, passado um tempo, o povo começou a desconfiar que havia alguma coisa entre a dita mulher e o abade. Fizeram queixa ao bispo, que mandou o padre sair da freguesia.
O abade, que se queria despedir da amada, mas sem ninguém dar por isso, combinou logo uma missa de festa para de se despedir do pessoal da freguesia e da sua querida Acha.
A certa altura do sermão, o padre, que era conhecido por pregar muito bem, começou a dizer assim para se despedir:
- Temos que amar muito a Deus, pois quem a Deus procura adeus Acha, quem procura a deus Acha! Com muito amor adeus Acha,
adeus Acha. De todos vós me despeço, adeus Acha, adeus Acha, adeus Acha.
Contos Tradicionais Açorianos
De; Vitória Botelho- S. Miguel
Postado, por Fernandinha
Wednesday, June 04, 2008
A Abelha ainda não chegou com o mel
Uma certa vez estavam uns homens segando trigo, centeio e cevada nas terras, o que tinha resistido á seca, pois o ano tinha sido muito seco e já não restava pão pra comer. Entretanto chegou a hora de jantar, mas, quando disserem ao dono da terra que tava na hora de comer, ele disse:
- A abelha ainda não chegou com o mel,
Os outros não perceberam o que ele queria dizer e pensaram que ele tava à espera da mulher que se tava ademorar pra vir trazer o jantar.
Os outros já tavam fartos de esperar e disseram outra vez pra irem jantar. Mas ele respondeu outra vez:
- A abelha ainda não chegou com o mel.
Depois de passadas algumas horas, o homem disse:
- A abelha já chegou! Vamos comer.
E todos vieram a correr, atiraram as suas foices e sentaram-se pra comer. Ele tirou da saca um bolo de raiz e folhas de feito e começou a comê-lo cheio de vontade.
Os outros ficaram admirados porque não viam o mel e perguntaram:
- Onde é que tá o mel ?
Ele começou a rir e disse:
- A abelha que ia trazer o mel era a grandessíssima fome que agora já tenho e que me faz com que este bolo amargo me saiba a mel.
Contos Tradicionais Açoreanos:
José do Alto, 84 anos-Santo Antão, Santa Maria.
Postado por, Fernandinha
Lisboa, 04 de Junho de 2008
Uma certa vez estavam uns homens segando trigo, centeio e cevada nas terras, o que tinha resistido á seca, pois o ano tinha sido muito seco e já não restava pão pra comer. Entretanto chegou a hora de jantar, mas, quando disserem ao dono da terra que tava na hora de comer, ele disse:
- A abelha ainda não chegou com o mel,
Os outros não perceberam o que ele queria dizer e pensaram que ele tava à espera da mulher que se tava ademorar pra vir trazer o jantar.
Os outros já tavam fartos de esperar e disseram outra vez pra irem jantar. Mas ele respondeu outra vez:
- A abelha ainda não chegou com o mel.
Depois de passadas algumas horas, o homem disse:
- A abelha já chegou! Vamos comer.
E todos vieram a correr, atiraram as suas foices e sentaram-se pra comer. Ele tirou da saca um bolo de raiz e folhas de feito e começou a comê-lo cheio de vontade.
Os outros ficaram admirados porque não viam o mel e perguntaram:
- Onde é que tá o mel ?
Ele começou a rir e disse:
- A abelha que ia trazer o mel era a grandessíssima fome que agora já tenho e que me faz com que este bolo amargo me saiba a mel.
Contos Tradicionais Açoreanos:
José do Alto, 84 anos-Santo Antão, Santa Maria.
Postado por, Fernandinha
Lisboa, 04 de Junho de 2008
Monday, June 02, 2008
A TORRE DA LUA
Era uma vez um rapaz que queria ver o palácio da torre da lua.
Então um dia o rapaz fez-se ao caminho e encontrou um homem novo e pergunto-lhe
- Sabes aonde é que fica a Torre da Lua ?
O homem disse:
- Não sei, mas meu pai vem aí, pode ser que saiba.
O rapaz continhuou o seu caminho e encontrou um senhor mais velho, voltou-lhe a fazer a pergunta e ele respondeu:
- Não sei, mas meu pai vem aí, pode ser que saiba.
O rapaz achou estranho aquele homem já velho ainda ter o pai vivo, mas lá continuou o seu caminho e encontrou um senhor com uma bengala e voltou a fazer a mesma pergunta e ele respondeu-lhe a mesma coisa:
- Não sei, mas meu pai vem aí, pode ser que saiba.
O rapaz continuou o seu caminho e encontrou um homem com duas bengalas. O rapaz voltou a perguntar:
- Sabe onde é que fica a Torre da Lua ?
O velhinho disse:
- Eu não sei, mas o meu pai dizia que tinha que se andar muito, muito para lá chegar.
O rapaz, cansado de tanto andar, acabou por adormecer na beira do caminho.
Quando acordou, continuou o seguir o seu caminho que parecia não ter fim. À medida que caminhava, o caminho começou a iluminar-se e a luz era cada vez maior e , por fim, viu lá no fundo uma claridade muito forte. Caminhou para a luz que o chamava.
- Andou durante três dias seguidos, cansado e sem comida. Ao fim do terceiro dia avistou lá ao longe um grande palácio, com uma grande torre luminosa.
- Dirigiu-se para lá e, à entrada, encontrou um guarda do rei a quem perguntou:- Que palácio é este, que nunca vi outro igual ?
- É a torre da lua. Aqui as pessoas vivem sempre contentes porque esta luz transforma-as e ficam sempre alegres e satisfeitas.
Soube então que aquele palácio era governado por um rei, que ali vivia, rica vida, com a sua mulher a rainha e as suas três filhas princesas.
-Então o rapaz disse:
-Era este o palácio que eu procurava. Posso ficar a viver aqui, a vida que tanto desejei ?
O pagem disse que ia falar com o rei, para que lhe arranjasse maneira de ali ficar. O rei, como bom homem que era, aceitou-o e assim o rapaz passou a trabalhar de jardineiro no palácio.
- Certo dia quando por ali passeava entre as flores do jardim a princesinha mais nova, de dezoito anos de idade, encontrou os olhos do jardineiro postos nos seus, por quem veio a apaixonar-se.
- Mais tarde casaram e foram muito felizes e para sempre ficaram a viver naquele palácio encantado da Torre da Lua.
Contos Tradicionais Açoreanos.
De mariana da Glória Ferreira, de 88 anos, Faial
Postado por, Fernandinha
Era uma vez um rapaz que queria ver o palácio da torre da lua.
Então um dia o rapaz fez-se ao caminho e encontrou um homem novo e pergunto-lhe
- Sabes aonde é que fica a Torre da Lua ?
O homem disse:
- Não sei, mas meu pai vem aí, pode ser que saiba.
O rapaz continhuou o seu caminho e encontrou um senhor mais velho, voltou-lhe a fazer a pergunta e ele respondeu:
- Não sei, mas meu pai vem aí, pode ser que saiba.
O rapaz achou estranho aquele homem já velho ainda ter o pai vivo, mas lá continuou o seu caminho e encontrou um senhor com uma bengala e voltou a fazer a mesma pergunta e ele respondeu-lhe a mesma coisa:
- Não sei, mas meu pai vem aí, pode ser que saiba.
O rapaz continuou o seu caminho e encontrou um homem com duas bengalas. O rapaz voltou a perguntar:
- Sabe onde é que fica a Torre da Lua ?
O velhinho disse:
- Eu não sei, mas o meu pai dizia que tinha que se andar muito, muito para lá chegar.
O rapaz, cansado de tanto andar, acabou por adormecer na beira do caminho.
Quando acordou, continuou o seguir o seu caminho que parecia não ter fim. À medida que caminhava, o caminho começou a iluminar-se e a luz era cada vez maior e , por fim, viu lá no fundo uma claridade muito forte. Caminhou para a luz que o chamava.
- Andou durante três dias seguidos, cansado e sem comida. Ao fim do terceiro dia avistou lá ao longe um grande palácio, com uma grande torre luminosa.
- Dirigiu-se para lá e, à entrada, encontrou um guarda do rei a quem perguntou:- Que palácio é este, que nunca vi outro igual ?
- É a torre da lua. Aqui as pessoas vivem sempre contentes porque esta luz transforma-as e ficam sempre alegres e satisfeitas.
Soube então que aquele palácio era governado por um rei, que ali vivia, rica vida, com a sua mulher a rainha e as suas três filhas princesas.
-Então o rapaz disse:
-Era este o palácio que eu procurava. Posso ficar a viver aqui, a vida que tanto desejei ?
O pagem disse que ia falar com o rei, para que lhe arranjasse maneira de ali ficar. O rei, como bom homem que era, aceitou-o e assim o rapaz passou a trabalhar de jardineiro no palácio.
- Certo dia quando por ali passeava entre as flores do jardim a princesinha mais nova, de dezoito anos de idade, encontrou os olhos do jardineiro postos nos seus, por quem veio a apaixonar-se.
- Mais tarde casaram e foram muito felizes e para sempre ficaram a viver naquele palácio encantado da Torre da Lua.
Contos Tradicionais Açoreanos.
De mariana da Glória Ferreira, de 88 anos, Faial
Postado por, Fernandinha
Wednesday, May 28, 2008
Conto tradicional dos Açores;
O mês que não sabia jogar!...
O mês de Fevereiro vinha para a terra pela primeira vez e deparou-se com o mês de Janeiro que ainda tava a acabar o seu tempo e com o mês de Março que esperava desinsofrido pelo seu começar. Meteu-se a falar com outros e eles foram muito corteses e, como não tinham muito que fazer, puseram-se a jogar às cartas.
Mas o mês de Fevereiro não era muito bom no jogo e ementes o mês de Janeiro e o de Março ganhavam muito, o mês de Fevereiro perdia sempre. Como tavam jogando a dinheiro, o mês de Fevereiro perdeu tudo o que tinha. Mas foi continuando a jogar e, quando não tinha mais nada com que pagar, apostou dois dos seus dias de vida, tal era o seu vício no jogo. Assim perdeu dois deles, um para Janeiro e outro para Março.
Desde aí que Fevereiro ficou só com vinte oito dias em vez de trinta e assim fez com Janeiro e Março ganhassem mais um dia e ficassem
pra sempre com trita e um dias.
Assim acontece com quem se mete a jogar.
Autor:Paulo Roberto S. Pereira, S. Miguel
Postado por Fernandinha
O mês que não sabia jogar!...
O mês de Fevereiro vinha para a terra pela primeira vez e deparou-se com o mês de Janeiro que ainda tava a acabar o seu tempo e com o mês de Março que esperava desinsofrido pelo seu começar. Meteu-se a falar com outros e eles foram muito corteses e, como não tinham muito que fazer, puseram-se a jogar às cartas.
Mas o mês de Fevereiro não era muito bom no jogo e ementes o mês de Janeiro e o de Março ganhavam muito, o mês de Fevereiro perdia sempre. Como tavam jogando a dinheiro, o mês de Fevereiro perdeu tudo o que tinha. Mas foi continuando a jogar e, quando não tinha mais nada com que pagar, apostou dois dos seus dias de vida, tal era o seu vício no jogo. Assim perdeu dois deles, um para Janeiro e outro para Março.
Desde aí que Fevereiro ficou só com vinte oito dias em vez de trinta e assim fez com Janeiro e Março ganhassem mais um dia e ficassem
pra sempre com trita e um dias.
Assim acontece com quem se mete a jogar.
Autor:Paulo Roberto S. Pereira, S. Miguel
Postado por Fernandinha
Tuesday, May 20, 2008
Friday, May 16, 2008
MONUMENTO A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Este monumento, em honra de Nossa Senhora da Conceição,
Localizado na Espalamaca, está voltado para a cidade e,
Em particular, para a freguesia urbana de onde partiu a ideia
Da sua construção:
A freguesia da Conceição.
È constituído por uma imagem da Imaculada Conceição,
Em mármore, com três metros de altura e com quatro toneladas,
Por detrás da qual se ergue uma cruz, de cimento armado, com
28,65 metros.
O monumento ficou definitivamente concluído em 1973, depois
De um violento temporal ter destruído, em 1969, a primeira cruz,
De 18 metros, mas menos sólida do que a actual.
A construção do Monumento ocorreu entre 1958 e 1962, por
Iniciativa particular de um grupo de Senhoras, e para ele
contribuíram habitantes de todas as freguesias da ilha,
bem como entidades oficiais.
Fernanda,
Lisboa, 17 de Maio de 2008
Este monumento, em honra de Nossa Senhora da Conceição,
Localizado na Espalamaca, está voltado para a cidade e,
Em particular, para a freguesia urbana de onde partiu a ideia
Da sua construção:
A freguesia da Conceição.
È constituído por uma imagem da Imaculada Conceição,
Em mármore, com três metros de altura e com quatro toneladas,
Por detrás da qual se ergue uma cruz, de cimento armado, com
28,65 metros.
O monumento ficou definitivamente concluído em 1973, depois
De um violento temporal ter destruído, em 1969, a primeira cruz,
De 18 metros, mas menos sólida do que a actual.
A construção do Monumento ocorreu entre 1958 e 1962, por
Iniciativa particular de um grupo de Senhoras, e para ele
contribuíram habitantes de todas as freguesias da ilha,
bem como entidades oficiais.
Fernanda,
Lisboa, 17 de Maio de 2008
Saturday, May 10, 2008
MOINHOS DE VENTO
Os moinhos de vento da ilha do Faial
Apresentam influências portuguesas e flamengas.
São moinhos fixos ou giratórios, de dois pisos.
O piso inferior é construído em paredes
De alvenaria.
O piso superior, onde se encontra o equipamento de
Moer, é de madeira.
Estes moinhos são rematados por uma cúpula
Cónica, de onde sai o mastro que separa as velas
De madeira, que prendem os panos.
Os moinhos de vento do Faial apresentam dois sistemas
De varas diferentes.
Os moinhos do “ sistema português “ ( Kruger ) tem um
Sistema de oito varas, que entram no grande eixo do
Moinho, onde se atam as 4 quatro velas triangulares
( vela latina ), cada uma segurada entre duas varas.
Os outros moinhos existentes na ilha apresentam quatro
Asas rectangulares, onde se colocam as quatro velas,
Também rectangulares. Esta estrutura corresponde à
Dos moinhos flamengos, que ainda hoje se podem
Observar na Holanda e na Bélgica – seja nos moinhos
De pedra com tecto móvel, seja nos moinhos de madeira,
Giratórios sobre o eixo principal.
As velas e toda a estrutura da base de apoio da cúpula
Podem ser manobrados e deslocados lateralmente,
Virando sobre um eixo vertical de madeira, através do
“ rabo “ do moinho, no sentido de maximizar o aproveitamento
Da força motriz do vento.
Na ilha do Faial existem 38 moinhos de vento inventariados e,
Deles, 10 estão classificados como imóveis de interesse público.
Fernanda,
Lisboa,10 de Maio de 2008
Os moinhos de vento da ilha do Faial
Apresentam influências portuguesas e flamengas.
São moinhos fixos ou giratórios, de dois pisos.
O piso inferior é construído em paredes
De alvenaria.
O piso superior, onde se encontra o equipamento de
Moer, é de madeira.
Estes moinhos são rematados por uma cúpula
Cónica, de onde sai o mastro que separa as velas
De madeira, que prendem os panos.
Os moinhos de vento do Faial apresentam dois sistemas
De varas diferentes.
Os moinhos do “ sistema português “ ( Kruger ) tem um
Sistema de oito varas, que entram no grande eixo do
Moinho, onde se atam as 4 quatro velas triangulares
( vela latina ), cada uma segurada entre duas varas.
Os outros moinhos existentes na ilha apresentam quatro
Asas rectangulares, onde se colocam as quatro velas,
Também rectangulares. Esta estrutura corresponde à
Dos moinhos flamengos, que ainda hoje se podem
Observar na Holanda e na Bélgica – seja nos moinhos
De pedra com tecto móvel, seja nos moinhos de madeira,
Giratórios sobre o eixo principal.
As velas e toda a estrutura da base de apoio da cúpula
Podem ser manobrados e deslocados lateralmente,
Virando sobre um eixo vertical de madeira, através do
“ rabo “ do moinho, no sentido de maximizar o aproveitamento
Da força motriz do vento.
Na ilha do Faial existem 38 moinhos de vento inventariados e,
Deles, 10 estão classificados como imóveis de interesse público.
Fernanda,
Lisboa,10 de Maio de 2008
Friday, May 02, 2008
DOCE CALMA!...
Não sei o que penso, mas penso
Não sei porque amo, mas amo
Não sei porque faço, mas faço
Tudo isto absorve meu pensamento.
Não sei porque choro, mas choro
Não sei porque quero, mas quero
Não sei porque sinto, mas sinto
Tudo isto penetra fundo na minha alma.
Que o meu amor venha,
Para eu ter enfim
A doce calma!...
Fernanda
Não sei o que penso, mas penso
Não sei porque amo, mas amo
Não sei porque faço, mas faço
Tudo isto absorve meu pensamento.
Não sei porque choro, mas choro
Não sei porque quero, mas quero
Não sei porque sinto, mas sinto
Tudo isto penetra fundo na minha alma.
Que o meu amor venha,
Para eu ter enfim
A doce calma!...
Fernanda
Thursday, April 17, 2008
QUANTO TE QUERO
Voar!...de voar tanto,
Me cansei.
Voando, voando, até que por fim voltei.
Aqui, onde Camões já disse:
Aqui, onde a terra acaba e o mar começa!
De que me valem as asas perante tanto mar?
Que o mar é medonho afoga a gente,
Afoga o sonho.
Ai, que não que o não transponho.
Antes sonhar toda a vida, morder o ar,
Morder um lírio e num suspiro
À madrugada poder dizer
Quanto te quero.
Fernanda
Voar!...de voar tanto,
Me cansei.
Voando, voando, até que por fim voltei.
Aqui, onde Camões já disse:
Aqui, onde a terra acaba e o mar começa!
De que me valem as asas perante tanto mar?
Que o mar é medonho afoga a gente,
Afoga o sonho.
Ai, que não que o não transponho.
Antes sonhar toda a vida, morder o ar,
Morder um lírio e num suspiro
À madrugada poder dizer
Quanto te quero.
Fernanda
Friday, April 11, 2008
Saturday, April 05, 2008
Monday, March 24, 2008
RETORNO
Retorno ao ponte de origem, visito os
Caminhos por onde pisei,
Recordo a menina travessa, a querer
Ultrapassar os limites e a deixar
Que a vida tome o seu corpo e alma.
A memória guarda os pedaços
Da minha história e em cada recanto.
Encontro-me.
Os olhos vagueiam e sentem a natureza
Gritando a sua força.
Recordo as minhas idades, 9, 10, 11 anos,
Caminho sem pressa, afasto as pedras,
Como flores, falo com elas…
São faladoras: contam-me as suas cores,
Do cheiro, da beleza e dos seus amores.
A memória lembra e não quero o seu
Fenecimento.
O rosto de hoje mudou,
Sou outra e sou a mesma.
O sol a declinar e a menina ali a observar
O crepúsculo a se esvair
Aos poucos, despedindo-se sem
Traumas, num adeus sereno,
Sem deixar lágrimas, na doce previsão
Do seu retornar.
A menina e eu na mais incondicional cumplicidade.
Fernanda
Retorno ao ponte de origem, visito os
Caminhos por onde pisei,
Recordo a menina travessa, a querer
Ultrapassar os limites e a deixar
Que a vida tome o seu corpo e alma.
A memória guarda os pedaços
Da minha história e em cada recanto.
Encontro-me.
Os olhos vagueiam e sentem a natureza
Gritando a sua força.
Recordo as minhas idades, 9, 10, 11 anos,
Caminho sem pressa, afasto as pedras,
Como flores, falo com elas…
São faladoras: contam-me as suas cores,
Do cheiro, da beleza e dos seus amores.
A memória lembra e não quero o seu
Fenecimento.
O rosto de hoje mudou,
Sou outra e sou a mesma.
O sol a declinar e a menina ali a observar
O crepúsculo a se esvair
Aos poucos, despedindo-se sem
Traumas, num adeus sereno,
Sem deixar lágrimas, na doce previsão
Do seu retornar.
A menina e eu na mais incondicional cumplicidade.
Fernanda
Friday, March 07, 2008
Quero ser
Quero ser o que sou!
Quero libertar-me das entranhas!
Quero fugir de onde eu estou!
Quero realizar façanhas!
Desejava ser a ave altiva,
Que voa lá bem no alto,
Que jamais será cativa…
É da montanha não do planalto!
Queria navegar no alto mar,
Entre as fortes ondas de calor;
Seguir rumo, sem nunca remar,
Levada pela brisa do amor!
Mas, com muita alegria,
Sou passarinho no vale,
Sonhando voar alto, um dia,
Sem a ninguém fazer mal!
Fernanda
Quero ser o que sou!
Quero libertar-me das entranhas!
Quero fugir de onde eu estou!
Quero realizar façanhas!
Desejava ser a ave altiva,
Que voa lá bem no alto,
Que jamais será cativa…
É da montanha não do planalto!
Queria navegar no alto mar,
Entre as fortes ondas de calor;
Seguir rumo, sem nunca remar,
Levada pela brisa do amor!
Mas, com muita alegria,
Sou passarinho no vale,
Sonhando voar alto, um dia,
Sem a ninguém fazer mal!
Fernanda
Saturday, February 16, 2008
Saturday, February 09, 2008
AMOR AMADURECIDO
No macio algodão da tarde,
Olhando o lago escurecido
Pela partida do sol,
Sinto o amor amadurecido
Num campo de girassol,
Que levou a quente e cega paixão
E deixou o delírio amornecido
Pela sabedoria do coração.
Vem a noite amena, clara, de Lua cheia,
Onde encontramos luz plena,
Deixando que o outro leia
O pensamento que se palpita
Pela intuição e proximidade
Que entre nós se agita
E nos unirá para a eternidade.
No sedoso frescor da noite
É-nos mostrado o caminho,
Que prosseguimos de mãos dadas,
Passando pelo edificar de um ninho
De amor, como os contos de fadas,
Enfeitado com soluções de carinho,
De compreensão, tolerância e espera,
Sempre virente e mimoso. Pudera eu, pudera!
Fernanda
No macio algodão da tarde,
Olhando o lago escurecido
Pela partida do sol,
Sinto o amor amadurecido
Num campo de girassol,
Que levou a quente e cega paixão
E deixou o delírio amornecido
Pela sabedoria do coração.
Vem a noite amena, clara, de Lua cheia,
Onde encontramos luz plena,
Deixando que o outro leia
O pensamento que se palpita
Pela intuição e proximidade
Que entre nós se agita
E nos unirá para a eternidade.
No sedoso frescor da noite
É-nos mostrado o caminho,
Que prosseguimos de mãos dadas,
Passando pelo edificar de um ninho
De amor, como os contos de fadas,
Enfeitado com soluções de carinho,
De compreensão, tolerância e espera,
Sempre virente e mimoso. Pudera eu, pudera!
Fernanda
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