SÚPLICA
Mãe,
teu nome inspira ternura,
tua voz acalenta e seduz;
vou dar-te toda a ventura,
quando me deres à luz.
Mãe, mãe,
porque não escutas ?
sente o bater do meu coração!
Mãe,
porque não sentes
o teu sangue a circular em mim?!
Mãezinha,
porque choras?
Eu Amo-te!
O Pai ?
não importa.
Temo-nos um ao outro.
Não me queres ?
Não! Não me mates.
Mãe, eu quero viver!
Fernanda
Monday, September 24, 2007
Sunday, September 16, 2007
LÁ NA ORIGEM
Casas erguidas no ventre da montanha,
cantares do povo, nos olivais da encosta,
risos e perguntas de criança, sem resposta;
...Real imaginário no alto da penha.
Lá, onde a civilização não chega,
onde Deus reina na plenitude da origem,
onde os animais falam com a Mãe Virgem;
Lá, onde o coração do poeta se aconchega!
No meio da multidão tive essa vertigem,
ao ouvir cantar a cirraga e o pirilampo cantar,
ao ver o menino pobre sorrir, a sonhar;
...No meio do devaneio, sem caligem.
Fernanda
Casas erguidas no ventre da montanha,
cantares do povo, nos olivais da encosta,
risos e perguntas de criança, sem resposta;
...Real imaginário no alto da penha.
Lá, onde a civilização não chega,
onde Deus reina na plenitude da origem,
onde os animais falam com a Mãe Virgem;
Lá, onde o coração do poeta se aconchega!
No meio da multidão tive essa vertigem,
ao ouvir cantar a cirraga e o pirilampo cantar,
ao ver o menino pobre sorrir, a sonhar;
...No meio do devaneio, sem caligem.
Fernanda
Wednesday, August 08, 2007
CREPÚSCULO DA VIDA
Eu, numa pedra sentada,
já um tanto musguda,
observava aquele lento caminhar
de uma figura no crepúsculo da vida,
que há muito havia feito a partida,
mas que conservava jovialidade no olhar.
Tinha os trabalhos vincados
nas rugas do seu rosto,
senil, longe de ser mosto,
no seu corpo encurvado,
cambaleante, pela bengala amparado.
Vinha de longe, de muito longe...
e continuava a caminhar...
Mas, vi-o parar.
Parecia-me que algo sacudia.
Talvez o capote que trazia.
Sim.
Estava a sacudir a poeira acumulada
ao longo da grande caminhada.
Tinha o seu fado
nela gravado.
Olhou para trás.
Tinham desaparecido
os seus pesados passos,
na fugacidade dos traços.
O tempo havia morrido!
Baixou o olhar.
Depois voltou-se.
Deu mais umas passadas.
Fazia muito calor.
Escorria-lhe o suor.
Suspirou.
Levou a mão ao bolso.
Um sujo e velho lenço puxou.
Ou farrapo, talvez!
levou-o à testa,
secando-a um pouco.
Afogou nela a sua mágoa.
Esgueirou-se.
Olhou o futuro.
Mais uma vez, lançou
um olhar sobre o passado.
Pela primeira vez, o sorriso se soltou.
Devia estar a recordar
0 bem-aventurado passado,
passado que só a recordação
pode guardar!
Ajeitou o capote.
Novamente sorriu.
E em feliz palpitar,
mesmo a cambalear,
lá se foi, lá partiu.
Fernanda
Eu, numa pedra sentada,
já um tanto musguda,
observava aquele lento caminhar
de uma figura no crepúsculo da vida,
que há muito havia feito a partida,
mas que conservava jovialidade no olhar.
Tinha os trabalhos vincados
nas rugas do seu rosto,
senil, longe de ser mosto,
no seu corpo encurvado,
cambaleante, pela bengala amparado.
Vinha de longe, de muito longe...
e continuava a caminhar...
Mas, vi-o parar.
Parecia-me que algo sacudia.
Talvez o capote que trazia.
Sim.
Estava a sacudir a poeira acumulada
ao longo da grande caminhada.
Tinha o seu fado
nela gravado.
Olhou para trás.
Tinham desaparecido
os seus pesados passos,
na fugacidade dos traços.
O tempo havia morrido!
Baixou o olhar.
Depois voltou-se.
Deu mais umas passadas.
Fazia muito calor.
Escorria-lhe o suor.
Suspirou.
Levou a mão ao bolso.
Um sujo e velho lenço puxou.
Ou farrapo, talvez!
levou-o à testa,
secando-a um pouco.
Afogou nela a sua mágoa.
Esgueirou-se.
Olhou o futuro.
Mais uma vez, lançou
um olhar sobre o passado.
Pela primeira vez, o sorriso se soltou.
Devia estar a recordar
0 bem-aventurado passado,
passado que só a recordação
pode guardar!
Ajeitou o capote.
Novamente sorriu.
E em feliz palpitar,
mesmo a cambalear,
lá se foi, lá partiu.
Fernanda
Sunday, August 05, 2007
ERA UMA VEZ
Era uma vez...
uma vez... a história fez
uma menina de tranças douradas,
com riso de céu e brilho de mar,
que o globo inteiro queria enlançar,
com suas maravilhas pintadas.
Não era uma menina vulgar...
Vinha lá de cima, do luar,
do sonho enorme do seu pequeno universo,
da nobreza de um mágico verso.
Poisou os pés na Terra.
Logo a ouvio lamentar.
Estava amedrontada. Estavam-na a matar.
Sem entristecer,
cortou um pouco da sua trança direita.
Ofereceu-a à Terra.
Esta, desconfiada,
pensava no que a petiz estaria a trambicar.
Mas, a menina, adivinhando o que ela
estava a pensar, acalmou-a:
-Nada tens a temer.
A outra, em palavras meias:
-Obrigada.
Com vozinha doce, a menina:
-Não ma agradeças.
Sei que estás a precisar!
Admirada, ainda duvidou.
Para que seria tamanha generosidade?
Perguntou:
-Serás um anjo do Céu?
Respoudeu:-Só o coração é do tamanho do céu.
A terra ficou desassombrada.
Sentia-se aliviada.
Exclamou:
-Obrigada, nobre menina!
Sem se envaidecer:
-Isso nada é.
Espalharei pedacinhos do meu ouro,
até nada ter.
Rejubilará no Homem vindouro.
O cabelo volta a crescar!
Fernanda
Era uma vez...
uma vez... a história fez
uma menina de tranças douradas,
com riso de céu e brilho de mar,
que o globo inteiro queria enlançar,
com suas maravilhas pintadas.
Não era uma menina vulgar...
Vinha lá de cima, do luar,
do sonho enorme do seu pequeno universo,
da nobreza de um mágico verso.
Poisou os pés na Terra.
Logo a ouvio lamentar.
Estava amedrontada. Estavam-na a matar.
Sem entristecer,
cortou um pouco da sua trança direita.
Ofereceu-a à Terra.
Esta, desconfiada,
pensava no que a petiz estaria a trambicar.
Mas, a menina, adivinhando o que ela
estava a pensar, acalmou-a:
-Nada tens a temer.
A outra, em palavras meias:
-Obrigada.
Com vozinha doce, a menina:
-Não ma agradeças.
Sei que estás a precisar!
Admirada, ainda duvidou.
Para que seria tamanha generosidade?
Perguntou:
-Serás um anjo do Céu?
Respoudeu:-Só o coração é do tamanho do céu.
A terra ficou desassombrada.
Sentia-se aliviada.
Exclamou:
-Obrigada, nobre menina!
Sem se envaidecer:
-Isso nada é.
Espalharei pedacinhos do meu ouro,
até nada ter.
Rejubilará no Homem vindouro.
O cabelo volta a crescar!
Fernanda
Monday, July 30, 2007
____________Vénus a Deusa do Amor_________
As lições de Vénus, são de esperança.
Esperança, que nós encontremos a passagem para o amor verdadeiro e consciente, que se transforma na própria essência de beleza, em torno do qual gira tudo o mais na vida.
Ela, aprende a seguir o amor como a Estrela-Guia, que nos conduz. Assim, vive a satisfação natural de ser capaz de transformar os nossos sonhos em realidade.
A nossa qualidade de vida vem da força interior, que se decide seguir. Se, aprendermos a descobrir a suave direcção de Vénus, a nossa vida se abrirá como as belas pétalas de lótus florescendo, á quente luz solar da harmonia Cósmica.
Em tudo o que fizermos, qualquer caminho que seguirmos, perceberemos que a verdadeira medida do nosso valor, é a nossa capacidade de nos harmonizarmos conoscos mesmo e com o mundo, que estamos permanentemente ajudando a criar.
Começaremos a entender que o amor é o único atributo que faz a humanidade atingir a igualdade. E sentirmos dentro de nós uma gratidão tão avassaladora que a profundidade e a amplitude de felecidade e da alegria, que emana de tudo o que fazemos, se tornará uma benção para tudo e todos, que cruzarem a nossa vida.
Quando realmente, descobrimos o caminho do amor, descobre-se a cada dia, cada mês, cada ano, que a nossa vida aumenta em brilho, cresce em saboderia, e atinge as proporções equilibradas que nos proporciona uma felecidade duradoura.
Aprendemos a diferenciar entre a falsa expressão, que sempre trazemos conosco, uma aura de desespero e insatisfação, e a verdadeira luz do amor que, como chama de esperança, que ilumina para sempre o caminho, guiando os nossos sonhos e fazendo concretizar a união entre a beleza interior e a exterior.
Ao percebermos isto, abrimo-nos para a unidade do AMOR, o anjo dívino que nos conduz para as escolhas certas e as decisões corretas.
Pode-se fazer o que for na vida; se for feito da melhor forma possível, acabaremos, por gostar do que fazemos, com o tempo, esse AMOR aprimora os nossos esforços, dá mais nitidez ás nossas percepções e aumenta o nosso senso de realização na vida.
O AMOR é o tesouro de todos nós, a preciosa beleza da qual todos fomos formados. É a maior coisa que podemos partilhar, com os outros e o maior reservatório da verdade e beleza que podemos descobrir sózinhos.
Fernanda
As lições de Vénus, são de esperança.
Esperança, que nós encontremos a passagem para o amor verdadeiro e consciente, que se transforma na própria essência de beleza, em torno do qual gira tudo o mais na vida.
Ela, aprende a seguir o amor como a Estrela-Guia, que nos conduz. Assim, vive a satisfação natural de ser capaz de transformar os nossos sonhos em realidade.
A nossa qualidade de vida vem da força interior, que se decide seguir. Se, aprendermos a descobrir a suave direcção de Vénus, a nossa vida se abrirá como as belas pétalas de lótus florescendo, á quente luz solar da harmonia Cósmica.
Em tudo o que fizermos, qualquer caminho que seguirmos, perceberemos que a verdadeira medida do nosso valor, é a nossa capacidade de nos harmonizarmos conoscos mesmo e com o mundo, que estamos permanentemente ajudando a criar.
Começaremos a entender que o amor é o único atributo que faz a humanidade atingir a igualdade. E sentirmos dentro de nós uma gratidão tão avassaladora que a profundidade e a amplitude de felecidade e da alegria, que emana de tudo o que fazemos, se tornará uma benção para tudo e todos, que cruzarem a nossa vida.
Quando realmente, descobrimos o caminho do amor, descobre-se a cada dia, cada mês, cada ano, que a nossa vida aumenta em brilho, cresce em saboderia, e atinge as proporções equilibradas que nos proporciona uma felecidade duradoura.
Aprendemos a diferenciar entre a falsa expressão, que sempre trazemos conosco, uma aura de desespero e insatisfação, e a verdadeira luz do amor que, como chama de esperança, que ilumina para sempre o caminho, guiando os nossos sonhos e fazendo concretizar a união entre a beleza interior e a exterior.
Ao percebermos isto, abrimo-nos para a unidade do AMOR, o anjo dívino que nos conduz para as escolhas certas e as decisões corretas.
Pode-se fazer o que for na vida; se for feito da melhor forma possível, acabaremos, por gostar do que fazemos, com o tempo, esse AMOR aprimora os nossos esforços, dá mais nitidez ás nossas percepções e aumenta o nosso senso de realização na vida.
O AMOR é o tesouro de todos nós, a preciosa beleza da qual todos fomos formados. É a maior coisa que podemos partilhar, com os outros e o maior reservatório da verdade e beleza que podemos descobrir sózinhos.
Fernanda
Thursday, February 15, 2007
Amor
Não confundir o amor com a paixão,
dos primeiros momentos,
que pode desaparecer.
O verdadeiro carinho cresce na medida,
em que os dois estão mais unidos,
porque partilham mais.
Mas para partilhar é preciso dar.
Dar é a chave do amor.
Amor segnifica sempre entrega,
dar-se ao outro.
Só pelo sacrifício se conserva,
o amor mútuo.
Porque é preciso aprender a passar,
por alto os defeitos, a perdoar,
uma e outra vez, a não devolver,
mal por mal, a não dar uma importância,
a uma frase desagradável, etc.
Por isso o amor também significa exceder-se,
fazer mais do que é devido.
Fernanda,9 de Fevereiro de 2007
Não confundir o amor com a paixão,
dos primeiros momentos,
que pode desaparecer.
O verdadeiro carinho cresce na medida,
em que os dois estão mais unidos,
porque partilham mais.
Mas para partilhar é preciso dar.
Dar é a chave do amor.
Amor segnifica sempre entrega,
dar-se ao outro.
Só pelo sacrifício se conserva,
o amor mútuo.
Porque é preciso aprender a passar,
por alto os defeitos, a perdoar,
uma e outra vez, a não devolver,
mal por mal, a não dar uma importância,
a uma frase desagradável, etc.
Por isso o amor também significa exceder-se,
fazer mais do que é devido.
Fernanda,9 de Fevereiro de 2007
Monday, December 11, 2006
Um dos maiores mistérios da vida,
é a experiência de amar outra pessoa.
é a experiência de amar outra pessoa.
Há séculos, as pessoas vêm procurando defenir
e compreender as profundezas do amor.
Conhecemos o amor intímo de uma pessoa por outra.
Sentimos amor pela natureza.
Temos amor pelas coisas materiais.
Sentimos amor pela família e pelos filhos.
Estamos envolvidos pelo amor de Deus e pelo amor
à própria vida.
Todas essas formas de amor,são diferentes e,
no entanto,de uma maneira subtil,
inatingível,todas elas são idênticas.
Um fio de continuaídade,une todas
as formas de amor,de modo que as diferenças,
se baseiam mais no objecto do amor e na
qualidade do próprio amor, do que na sua essência básica.
Sabemos que,quando uma pessoa ama outra,é também
capaz de sentir amor por outras coisas no universo,
pois o centro do amor está aberto.
Quando,sentimos um grande amor,somos capazesde amar todas
as coisas____porque amar profundamente alguém,
torna-se no fundamento básico para amar todas as coisas.
A definição actual do amor pode confundir-nos.
Ás vezes confundimos paixão com amor,
porque não compreendemos a diferença entre
o impulso sexual e o sentimento.
A paixão excita a personalidade.
O amor eleva o espírito.
A paixão é força.
O amor é a uníca força que pode vencer a paixão.
Quando,as pessoas se relacionam unicamente através
da paixão,podem experimentar uma sequência de
emoções tão fugaz, que toda a ética e consciência é esquecida.
O amor é muito menos excitante,mas tem um valor imensamente
maior, pois a sua essência é a tranquila força de sustentação
que flui da alma,enchendo e nivelando os espaços vazios
do nosso ser e conferindo-nos uma sensação de plenitude.
Fernanda
Subscribe to:
Posts (Atom)
